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ECOLOGIA E DESENVOLVIMENTO
 
18 abril
 
O estudo do ambiente, ou seja a análise do comportamento dos fenómenos da Natureza, da sua interligação, das suas causas e das suas consequências começou a ter maior expressão no último quartel do século passado e sem grande convicção. O governo não criou para isso um ministério, limitando-o a uma Secretaria de Estado, para cuja batuta foi nomeado o Arqº Ribeiro Teles. No resto do ocidente, as coisas foram iguais ou parecidas. Porque andam a patinar no solo escorregadio da ciência, os ambientalistas ainda não conseguiram dizer nada de novo. Até agora, têm-se limitado a proferir sentenças, que são meras «verdades de La Palice». Não é preciso ser ambientalista para perceber que o degelo polar se deve ao aquecimento atmosférico. O que ninguém sabe explicar é por que aquece a atmosfera mais do que é habitual. Foi fácil atribuir a culpa ao buraco do ozono. Entretanto, anos passaram e agora verifica-se que esse buraco fechou em cerca de setenta por cento, sem que tivessem diminuído sensivelmente as causas que lhe atribuíram. Talvez ninguém duvide de que a poluição atmosférica e o continuado lançamento de lixo para o mar são prejudiciais à vida dos seres vivos, mas ainda não apareceu alguém a dizer o que vai acontecer daqui a um século. É evidente que qualquer obstáculo posto às atividades económicas, como as indústrias extrativas e transformadoras, a imobiliária, a desmatação das florestas, o mau uso dos solos, etc., recebe imediatamente a reação dos interesses estabelecidos, numa época em que os lucros são a meta principal do homem. No entanto, mesmo sem sabermos quais serão as consequências desses atos agressivos para com o ambiente, os ambientalistas teriam um papel importante a desempenhar com a sua denúncia, não fora o facto de se terem desacreditado aos olhos das gentes, quando se puseram a dar pareceres desfavoráveis a tudo e a nada, aterrados com as possíveis consequências, que a sua ignorância científica não lhes permitia explicar.
 
 
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