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O que são os Cadernos
Os «Cadernos Santa Maria» são uma publicação não periódica, que se iniciou em Outubro de 1987 e atingiu, no final de 2010, o número 100. A ideia da sua criação surgiu ao poeta Tito Olívio durante umas férias em Itália, onde sempre passava o mês de Agosto, com a intenção de publicar os seus poemas. Nessa data, tinha já publicado em tipografia alguns livros e, por isso, havia compreendido que a única solução, para quem tinha poucas possibilidades financeiras, seria encontrar uma forma mais barata para as edições. Por outro lado, chegara também à conclusão de que era mais fácil ler-se um livro pequeno de versos na sua totalidade, do que um livro de muitas páginas.

A técnica da fotocópia estava no princípio, mas já constituía, no aspecto económico, a alternativa que ele desejava encontrar. A condição rudimentar da tecnologia deste processo está bem patente na abissal diferença entre os primeiros títulos da coleção e os últimos livros. A primeira capa a cores aparece no livro nº 16, em 1998, ou seja, 11 anos depois. No que se refere a custos, estas edições apresentavam a vantagem de se poder fazer uma tiragem mais reduzida de exemplares, mesmo sendo pequena, o que evitava aquelas sobras que sempre resultam de uma publicação em tipografia, onde a tiragem mínima anda pelos 250 exemplares, para uma venda que é geralmente pequena.

Os Cadernos tiveram um sucesso imediato e a própria imprensa regional lhe deu aquela atenção, que dava ás coisas da cultura, naquela época. Noticiou o aparecimento de vários números, publicando mesmo críticas do Prof. Pinheiro e Rosa. Chegavam ao editor o retorno de várias pessoas, que afirmavam ter lido o livro todo. Os primeiros tempos, porém, não foram fáceis, porque a composição era feita na máquina de escrever, com todos os inconvenientes e dificuldades inerentes, em comparação com os dias de hoje.

O que nasceu para ser um projecto pessoal – e foi durante 6 anos – despertou o interesse de outros poetas e escritores. Em Agosto de 1993, foi editado um livro de autor estranho e, assim, os Cadernos passaram a ser uma oportunidade para muitos autores verem editado o seu primeiro livro de uma forma acessível às suas pequenas bolsas.

Passados 23 anos sobre a data do aparecimento dos Cadernos, atingiu-se o nº 100 e é visível a considerável evolução da qualidade e da apresentação das obras, quer nos textos, quer nas capas. Os autores já incluídos na colecção são 19, devendo ser salientado que o editor nunca foi movido por interesse comercial e nunca teve lucros. Os seus próprios livros sempre foram distribuídos como oferta. Os de outros autores eram pagos por eles, mas apenas a impressão na gráfica, ao preço do custo. Todo o trabalho de composição e elaboração da capa foi oferecida sempre pelo editor.

Para comemorar o centenário dos Cadernos, fez-se a edição do nº 100, que é uma antologia dos poemas premiados no «Concurso Literário» feito para essa efeméride.
 
 
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